E hoje nossa dica do leitor nos leva até Cuba.

Havana

Por Flávia França

Apesar do sentimento inicial de “descuido e pobreza”, o que remete a maioria das pessoas como sinal de periculosidade, você se sentirá seguro.

Conversando com alguns locais, percebemos que eles respeitam muito o regime, mas não necessariamente porque concordem com ele, mas sim por medo.

Caso você, resolva viver viajar e ter essa experiência diferente antes que o regime acabe, prepare-se para ser abordado por cubanos de 5 em 5 segundos enquanto estiver andando pelas ruas de Havana. Normalmente eles nos abordam pedindo dinheiro, outros pedem sabonete e pasta de dente, muitos te oferecem charutos falsificados – cuidado com os golpes! – e tem ainda aqueles que se oferecem pra tirar uma foto com você (cobrando por isso, claro!).

Curiosidades de um cenário nem tão simples:

  • Salário médio de um cubano gira em torno de US$18 e de um médico US$25.

 

  • Por isso muitos profissionais trabalham como taxistas, guia turístico entre outros serviços.

 

  • Se uma criança, por algum motivo não pode ir até a escola, um professor vai até a sua casa, pois estudar é um direito seu.

 

  • Além disso, todos os produtos da cesta básica recebem subsídio do Estado, e as famílias têm uma cota mensal para comprar esses produtos, é a chamada “Libreta”. Com o subsídio, o litro de leite custa 0,20 e o pão 0,05 Pesos Cubanos. Porém a cota da “Libreta” não dura o mês inteiro, e sem o subsídio o leite passa a custar 5 Pesos Cubanos e o pão 1 Peso.

 

  • Além da alimentação, saúde, educação, cultura, esporte e lazer também parecem ser prioridades em Cuba. Livros e entradas para teatro são acessíveis para padrão cubano.

Enfim, os cubanos têm acesso gratuito ou a preços módicos ao básico e ao prioritário, mas o que foge disso realmente começa a ficar caro.

Comer fora, por exemplo, ao mesmo tempo em que é muito barato para um turista (pagamos R$ 8,00 em um prato com salada, arroz, e bife de porco para duas pessoas e R$ 16,00 por um prato de lagosta), é muito caro para os cubanos. O prato que pagamos 8 reais custaria 96 Pesos Cubanos, quase um terço do salário mínimo. Bolacha recheada, refrigerante, produtos de higiene também são muitos caros.

O que fazer :

  • As pessoas em Cuba são muito generosas, alegre e gentis, muitas vezes elas queriam trocar coisas pessoais ou das bancas de artesanato por nossos tenis e camisetas, mais do que dinheiro. Então, se puder leve na mochila além das gorjetas, gifts como batons, sombras, meia calças, fivelas, esmaltes, as mulheres cubanas independente da hora do dia são extremamente vaidosas!

 

  • Em Havana as pessoas convidam para comer na casa delas e você pode(pagando, óbvio) ter uma experiência única. Peça informações e conheça um pouco mais da cultura. As residências autorizadas, chamadas de “casas de renta”, são de fácil identificação, pois possuem um selo.As famílias cubanas são educadas e atenciosas, gostam de conversar e contar como é a vida no país. Consulte o site: www.casaparticularcuba.org

 

  • Passear de cocotáxi, preço official é US$8, mas negociamos e pagamos U$5

Cocotaxi2

  • Ir a um show com jantar, Fomos no Hotel Capri, mas não sei se era o melhor…

Show-Havana

  • La Bodeguita onde Hemingway “batia ponto”, lá nasceu o famoso mojito

La-Bodeguita

  • Retratos de Havana: carros antigos (adoro), prédios escorados, e o restaurado Captólio onde funcionava o Congresso Nacional agora é um museu, uma Réplica do Capitólio Americano

Capitolio

  • Malecon, Havana: Av. de Maceo, hoje conhecida como Malecón, é um dos símbolos da cidade. O Malecón é a avenida que corta a beira-mar e onde está também um extenso calçadão que os havanos usam para se exercitar e se divertir

 

  • Plaza de La Catedral: A praça, com diversas construções de estilo barroco ao seu redor, foi construída no século XVIII e é uma das áreas de que os turistas mais gostam

 

  • Plaza de La Revolución: A enorme Praça da Revolução de Havana é bastante diferente das outras praças famosas da cidade

 

  • Calle Obispo: Obispo é uma das principais ruas de Havana. Andar pela rua, onde os carros não passam, é a certeza de ver de perto como vivem os moradores da cidade e sentir a atmosfera movimentada da capital.

Espero que gostem! Boa viagem e divirtam-se.

Conheça nossa Leitora

Flavia França é uma das autoras do Bazar das Luluzinhas.com.

Ela esteve em Cuba e publicou sua experiência na integra nos posts abaixo :

Cuba – Parte 1: Varadero

Cuba – Parte 2: Havana

  • Flavia

    Ca, fico feliz em poder compartilhar um pouco das minhas aventuras com vocês.
    Sou uma apaixonada por novas descobertas e definitivamente , tenho “rodinhas nos pés”. Espero que gostem das dicas. Bjs

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